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EDITORIAL - 7 set. 2025

  • Foto do escritor: Bernard Dubois Pagh
    Bernard Dubois Pagh
  • 8 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

Os acontecimentos diários devem ser noticiados sob a luz de vários holofotes.

Honoré de Balzac nas "Ilusões Perdidas" disse que existem duas histórias, a saber, a história oficial que mente e a história secreta que relata as verdadeiras origens dos acontecimentos, a que chamou de "história da vergonha".

Alguém já deve ter escrito que os vigilantes são necessários. Necessária é a revisão. A memória é curta e a tendência geral é apagar as lembranças dolorosas.

Sim, vigiar é preciso. Mesmo que tudo pareça sereno e esquecido, deve existir alguém ´para detectar a brasa adormecida, sob a cinza, os germes do ódio, os esporos do ânimo assassino, ocultos sob a máscara da inocência e esperando a sua vez de proliferar, segundo a sugestão sheakespeareana de uma história de loucos contada a outros loucos. No mesmo tom, comentava Benjamin Disraeli que o mundo era dirigido por figuras que não são vislumbradas por olhos que não penetram nos bastidores.

Esquecer as injustiças e seus autores é permitir que se instalem para fazer novas vítimas. Por essa razão é importante rememorar, pesquisar as vilanias históricas, chamar a atenção para as cicatrizes pois, lembrar é preciso, como viver é preciso.

BERNARD PAGH - ABJ n. 4437

 
 
 

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